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Os 10 lugares Mais Visitados no Brasil

Os 10 lugares Mais Visitados no Brasil

1. Rio de Janeiro - RJ
A cidade do Rio de Janeiro é considerada uma das mais belas do mundo, mas é claro que a Cidade Maravilhosa está na lista! O Rio reúne belas paisagens, do topo do Cristo Redentor, passando pelo Vidigal e chegando até lugares mais escondidinhos como a Praia do Secreto, a Ilha do Japonês, as Ilhas Tijucas e a badalada Búzios, que também é muito procurada pelos brasileiros.

2. Florianópolis - Santa Catarina
Florianópolis é uma das melhores cidade para se viver no Brasil. Os brasileiros adoram se perder na cidade com o maior número de praias de Santa Catarina, que pode chegar a mais de 100. De lagoas tranquilas a ondas alucinantes que encantam os surfistas, existe praia para todos os tipos de público. Dunas e trilhas complementam o visual e as atrações, assim como museus, mirantes, parques, bares e baladas.

3. Foz do Iguaçu - Paraná
Foz do Iguaçu tem Cataratas mais famosas do mundo, Foz se divide entre Brasil, Argentina e Paraguai, sendo que o nosso país foi privilegiado com o melhor trecho. Os turistas adoram ver as quedas d’água de perto, mas também podem fazer um tour pelo enorme Parque Nacional do Iguaçu, provar a deliciosa carne argentina, fazer compras no freeshop (ou no Paraguai) e conhecer o belo templo budista que tem por lá.

Os 10 lugares Mais Visitados no Brasil

4. São Paulo - SP
São Paulo é a cidade mais cosmopolita do Brasil. São Paulo não para nunca e este é um dos motivos que fazem os viajantes adorá-la. Não tem como não se entreter em museus, bares, baladas, teatros, cinemas, mercados e alguns dos melhores restaurantes do Brasil e do mundo. Mas a capital econômica do país não é só prédio, não, tendo em seu território um dos melhores parques do globo, segundo pesquisas e revistas renomadas, o Parque do Ibirapuera, além de muitas outras atrações incríveis e multiculturais.

5. Salvador - Bahia
Quem é que não quer um pouco do clima baiano? Os brasileiros adoram e os gringos ainda se apaixonam por Salvador. Seja nas ondas da praia, no ritmo do axé e do Carnaval, nas ladeiras do histórico e colorido Pelourinho ou avistando de longe a terra de todos os santos no alto do Elevador, a cidade é inesquecível. A gente sabe que não há quem resista a um bom tempero baiano, do Acarajé ao bobó de camarão.

6. Gramado - Rio Grande do Sul
O frio e o charme de Gramado conquista turistas que querem fugir um pouco do típico clima tropical brasileiro. Belas paisagens se formam entre campos de lavanda, pinheiros e araucárias, que são pano de fundo para casas em estilo enxaimel. O clima tranquilo predominante fica um pouco mais agitado durante o maior festival de cinema do Brasil e também durante o Natal, que é cheio de luzes e espetáculos. O lugar também é o destino perfeito para quem quer degustar um bom vinho, provar deliciosos chocolates, ou até mesmo se divertir na neve.
7. Natal - Rio Grande do Norte
A capital do Rio Grande do Norte é sinônimo de diversão. Cercada pelo Parque Estadual das Dunas, é fácil voltar a ser criança no sandboard, um tipo de “surfe” de areia, ou se aventurando em passeios de buggy. Nas praias, dá pra encarar tirolesas e esquibundas, além de passeios exóticos a bordo de dromedários. Piscinas naturais também compõem a paisagem de Natal, que tem tudo para ser uma viagem fantástica e não à toa é uma das preferidas dos brasileiros.

8. Porto Seguro - Bahia
Porto Seguro  é um grande tesouro histórico em território nacional, reunindo edifícios coloniais e a igreja mais antiga do país. Não deixe de passar pela Passarela do Descobrimento para conferir o que é que a Bahia tem em suas lojas, bares e restaurantes típicos. Estique a viagem até as praias de Trancoso e Arraial D’Ajuda.

9. Caldas Novas - Goiás
Caldas Novas, no Estado de Goiás, reúne mais de 1 milhão de pessoas a cada ano, a maior estância hidrotermal do mundo é para aqueles turistas que curtem relaxar em águas quentes. Os parques aquáticos oferecem diversão para todas as idades, tendo até mesmo praias artificiais. Para conhecer o lado mais natural da cidade, o Parque Estadual da Serra de Caldas reúne trilhas que conduzem até belíssimas quedas d’água.
10. Fortaleza - Ceará
Fortaleza, no Estado do Ceará,  esbanja beleza com suas vilas de pescadores e praias tranquilas, sol sempre brilhando e muitas cores que se espalham pela cidade. A região central é animada e as pessoas são tão calorosas quanto o clima que se alastra. O estilo de vida litorâneo predomina, mas nem tudo é calmaria. À medida em que a noite cai, a rotina dos cearenses fica agitada dentro dos bares, festas e baladas, fazendo que eles tenham a segunda-feira mais animada do mundo.

Cão da Raça Whippet | Whippet Dog

Cão da Raça Whippet | Whippet Dog

O whippet, é um cão pertencente ao décimo grupo (galgos) e é um velocista nato. O whippet é uma raça capaz de atingir cerca de 60 km/h.

O whippet é muito parecido fisicamente com o greyhound, apesar de ser um pouco menor. É também um cão muito ágil e ativo, capaz de percorrer uma grande distância com pouco esforço.

Cão da Raça Whippet | Whippet Dog
O whippet é um cão amigável e gentil. É um excelente companheiro, adora brincar e é também um cão muito tranquilo.
   
A pelagem do whippet é curta, densa e firme. Seus olhos são escuros e a raça demonstra uma expressão inteligente e alerta.

A mordedura do whippet é em tesoura, e as orelhas são pequenas.

O whippet gosta e precisa da companhia do dono, é muito leal e afetuoso.

A altura do whippet varia de 44 à 51 cm, medidos sempre a altura da cernelha.

www.klimanaturali.org
www.megatimes.com.br

Chico Mendes (1944-1988) | Ambientalista Brasileiro

Chico Mendes (1944-1988) | Ambientalista Brasileiro


As lutas dos povos tradicionais geraram grandes líderes, que se tornaram conhecidos em função de sua grandeza, do contexto em que viveram, das alianças que zeram e da repercussão que tiveram suas ações. Chico Mendes é apenas um exemplo – ele foi um grande líder dos seringueiros.

Nasceu em 1944, numa família nordestina que migrou para trabalhar nos seringais do Acre. Aos nove anos, começou a aprender com o pai o ofício de cortar seringa. não é uma tarefa fácil. Os talhos têm que ser su cientemente profundos, para deixar escorrer o látex, e delicados o bastante para não danificar as árvores, pois a cada ano, no tempo certo, elas são cortadas de novo. Os seringueiros dependem delas para seu sustento e têm cuidado mas, na época em que Chico Mendes era pequeno, havia também a vigilância dos patrões. Eles queriam os cortes bem feitos porque do trabalho dos seringueiros e do bom estado das árvores dependiam os lucros que almejavam. Aos 11 anos, Chico já conhecia os segredos da floresta.

Ele, porém, almejava também outros mundos e outros saberes. A primeira chance aconteceu em 1962 e sua vida, lá do interior do seringal, começou a se cruzar com a história do País e com as lutas dos trabalhadores.

Chico Mendes (1944-1988) | Ambientalista BrasileiroPerto do seringal onde vivia, na fronteira com a Bolívia, morava um rapaz de vinte e poucos anos, vindo da cidade. Euclides Fernando Távora fora oficial do Exército e havia aderido à Coluna Prestes. Quando esta foi derrotada, o jovem oficial foi preso, fugiu e se refugiou na Bolívia. Lá também foi perseguido e acabou nos seringais do Acre. Com ele, Chico aprendeu a ler nos jornais que vinham ele não sabia de onde. Dele recebeu também um rádio através do qual passou a ouvir os noticiários internacionais em português difundidos pela Central de Moscou, pela BBC de Londres e pela Voz da América. Tinha assim, versões diferentes do que se passava no Brasil e no mundo e as discutia com Euclides. Foi assim que ficou sabendo do golpe militar de 1964 e aprendeu sobre a importância da organização e dos sindicatos para os trabalhadores.

Em 1965, Euclides adoeceu, foi para a cidade a procura de médico e nunca mais se soube dele. Chico confessa que ficou meio perdido – tinha dezenove anos, mas logo começou a organizar os seringueiros. Primeiro era um trabalho isolado. Ajudava os seringueiros a burlarem a regra de só vender aos patrões com os quais ficavam sempre endividados porque eles cobravam muito caro pelas mercadorias que os seringueiros precisavam.

Perseguição

Chico queria a autonomia dos seringueiros e os ajudava a vender direto para os marreteiros. Logo, no entanto, outros seringueiros os denunciaram e ele teve que parar. Formou então um grupo de alfabetização – mas o prefeito e o padre o acusaram de estar fazendo agitação e ele teve que passar quase dois anos escondido para não ser preso.

Em 1975, Chico ouviu falar que estava chegando uma comissão da Confederação nacional dos Trabalha- dores na Agricultura (Contag), para dar um curso de sindicalismo em Brasiléia. “Lembrei da recomendação do Euclides e fui para lá. E deu certo, pois como ele tinha me ensinado muita coisa... acabei sendo eleito secretário geral do sindicato.” Com Wilson Pinheiro, Chico aprendeu a organizar os famosos empates – uma barreira de homens, mulheres e crianças que, pacificamente, se opunha à derrubada das matas – e conseguiu impedir que fossem desmatados muitos hectares (ha) de floresta no Acre. Por participarem dos empates, os seringueiros e seus líderes foram várias vezes presos e espancados.

Wilson Pinheiro foi assassinado em 1980. Chico testemunhou ainda a morte de outros companheiros seus, como Ivair Higino, que trabalhava nas comunidades de base e no sindicato e ousou candidatar-se ao cargo de vereador, contrariando os políticos locais aliados dos fazendeiros. Chico também foi muito perseguido e, em 1980, teve que passar três meses se escondendo. no início de 1987, já tinha sofrido vários atentados.

Chico não desprezava nenhuma forma de organização. Assim como trabalhou nas comunidades eclesiais de base, junto à Igreja Católica, prosseguiu na luta sindical, mas ligou-se à Central Única dos Trabalhadores (CUT), trabalhou na criação do Conselho nacional dos Seringueiros (CnS) e do Partido dos Trabalhadores (PT). 

Com a mesma disposição, conversou com os ambientalistas. Aprendeu o que era ecologia e avaliou, junto com seus companheiros, que aquela luta era do interesse deles também. Foi convidado por entidades ambientalistas americanas e chegou a Miami em abril de 1987 para explicar o quanto o dinheiro dos bancos estava sendo usado em obras e empreendimentos que destruíam as florestas. Os financiamentos chegaram a ser suspensos, mas Chico Mendes e seus aliados tinham claro que a preservação da floresta teria que ser compatível com o atendimento das necessidades dos seus moradores e costumavam dizer: “queremos a Amazônia preservada mas queremos também que seja economicamente viável.”
Buscava compatibilizar os objetivos ambientalistas com as demandas das populações locais. Quando surgiu a ideia de criarem as reservas extrativistas os líderes seringueiros decidiram que a terra não seria dividida – seria propriedade da União com a garantia de usufruto para os seringueiros. Esta seria a “reforma agrária dos seringueiros”. Se a terra fosse dividida em lotes, haveria dificuldades. Por um lado, porque a estrada de seringa, que um pai de família percorre todo dia, ca dentro de uma área que deve ter entre 300 e 600 ha de extensão. Um lote dessas dimensões seria muito maior que o previsto pelo Incra. Por outro lado, havia a preocupação de que os lotes pudessem ser vendidos e a terra pudesse ser repassada aos grandes proprietários. Mantinham assim o formato dos antigos seringais e colocações, só que agora sob o controle dos próprios seringueiros.

Chico foi assassinado, no dia 22 de dezembro de 1988, e tudo isto já estava posto. Mas, foi somente em 1990, no clima instaurado pela comoção internacional causada pela sua própria morte e pela expectativa gerada em torno da realização da Rio-92, que a criação das primeiras reservas foi decretada: a Reserva Extrativista Chico Mendes e a Reserva Extrativista do Alto Juruá, ambas no Acre, com respectivamente 1.500 e 500 ha de extensão.